sábado, 18 de outubro de 2014

Poesia Viciosa






A minha poesia é fuga,
Das mais estranhas  que conheci.
Deixa a cabeça maluca,
E o coração tentando sair.

É um vicio danado,
Falar do que se imagina.
Viver este mundo sonhado,
É a mais puro fantasia.

Solitário no que faço,
não é a dois este prazer.
Abafado no que falo,
É um grito sem se ter.

Cabisbaixo no andar,
Buscando uma pista sua.
Sei que nada vou achar,
Nesta minha linda rua.

Egoísta é que não sou,
E divido meu sonhar.
Vou vivendo o que passou,
E o que ainda vou passar.

Logo vem a madrugada,
Balançando seu cabelo.
É mais um sonho e nada,
De ter como novelo.

Desespero por segundos,
Te buscando com os olhos.
Não te vejo no meu  mundo,
Teu olhar então imploro.

Me deixa escrever,
O que vier na mente.
Só então posso então morrer,
Como morre o sol poente.

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