terça-feira, 8 de abril de 2014

Vôo




Meus olhos cerro,
E me deixo levar.
Acalmo todo berro,
Pelos violinos a chorar.

Air, de Bach ouço,
E me entrego a sinfonia.
Meu corpo em repouso,
É fonte de  calmaria.

Na música calma,
Vou sem fim voando.
Sou pássaro com alma,
Planando, planando.

Sem horizontes pela frente,
Sem barreira para vencer.
Sem preconceito de gente,
Sem dor para doer.

Simplesmente voando,
Sem esforço fazer.
O vento me levando,
Sem asas a debater.

E em meio ao azul céu,
Vejo um sol adiante.
Neste vôo não há fel,
Somente um coração pulsante.


Um comentário:

brisonmattos disse...

não entendo tantos contrastes em você.Ao mesmo tempo tempestade e calmaria.
Deve ser muito desgastante isso. Ia escrever uma última frase mas desistí. Linda poesia!