domingo, 6 de abril de 2014

Ocaso




O sol se deita a tarde,
Por detrás da montanha.
Como lembrança de quem parte,
E deixa saudade tamanha.

Veja de minha janela,
O céu ir escurecendo.
E com ele trás sequela,
De um amor que vai sofrendo.

E com ele nós sofremos,
Nem pensamos em deixar.
Este amor se escondendo,
E nos levando sem parar.

A noite chega devagar,
Talvez venha uma lua.
Para tentar amenizar,
Ou então nos jogar na rua.

Para ficar perdidos,
No meio de tanta gente.
Parecendo ser parido,
Já nascendo indigente.

Ao longe, 
estrelas  à brilhar.
Mostrando um horizonte,
que nunca iremos alcançar.

E o sol  logo volta,
com seu brilho iluminar.
Mais uma noite em revolta,
que não deu para descansar.

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