sábado, 21 de janeiro de 2012

Terra Querida

Não vejo mais
A terra querida.
Minha terra tão amada,
Minha terra tão partida.

Toma conta de tudo,
A escuridão agora.
Busca novo conteúdo,
No nascer de nova aurora.

A terra ressequida,
Levanta nuvem de poeira.
Nunca serás esquecida,
Minha terra altaneira.

Em redemoinhos me deixo,
Sem nunca mais brigar.
Aos poucos meu corpo eu deito,
Onde houver um novo lugar.

No peito tenho guardado,
as belas paisagens de lá.
Nos olhos tenho enfurnado,
Tudo que neles possa levar.

Minha terra querida,
Terra de satisfação.
Tem a hora da partida,
Tem a hora do aperto de mão.

Com passagem só de ida,
Sem destino traçar.
Não olho para a terra perdida,
O olho pode molhar.

Um comentário:

Tatiana Moreira disse...

Impossível ficar indiferente ao que você escreve...
Belíssimas criações!

Um abraço carinhoso