O anseio entra no peito
E separa a esperança da razão.
Parte o coração ao meio,
Deixando o corpo na mão.
Este menino, anseio,
É sujeito danado.
Deixa no peito, receio,
Um fundo corte atravessado.
E não há quem feche,
O corte de tanto sangrar.
Embora não parece,
Ele vai ter de superar.
Estou saindo,
Retornando ao pó.
Me sinto despido,
Ficando assim tão só.
No olho a chuva não para,
parecendo um diluvio eterno.
Por que não se separa,
a razão do que é terno.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há um dia
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