sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Tantas Coisas

Muitas vezes passos.
Muitas vezes rua.
Muitas vez laço.
Muitas vezes ternura.

Umas vezes cio,
Outras vezes aflição.
Umas vezes rio,
Outras vezes um cão.

Algumas vezes covardia,
Em outras desespero.
Algumas vezes ladainha,
Outras vezes desassossego.

Ah...já fui poesia,
Com a mão do destempero.
Mas também já fui criancinha,
Sorrindo com novo brinquedo.

De tantas coisa que fui,
Nesta curta vida minha.
Só não fui o que seduz,
O coração de uma rainha.

Um dia ainda serei,
Tudo aquilo que desejo ser.
Talvez até possa ser rei,
Se um reino aparecer.

Sou vagabundo.
Sou desleixado.
Sou taciturno.
Sou desalmado.

Uma simples sombra,
Ou talvez um descaso.
Sou mais um não consta,
Ou talvez um não me acho.

Sendo vento,
Ou sol brilhante.
Vou sedento,
Buscando o adiante.

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