terça-feira, 23 de agosto de 2011

A Morte da Menina

Emudece à luz da vela,
A outrora tagarela.
A linda e jovem donzela,
Não é mais flor de lapela.

Tão linda criatura,
Ela agora é eterna.
Não é minha, nem é sua,
Ela agora é fraterna.

Viveu como queria,
Encantou a quem a conheceu.
Era pura fantasia,
De famintos fariseus.

Só quem realmente a conheceu,
Sabia o que se passava.
Seu coração com o tempo entristeceu,
Não vivia, enganava.

Que lhe tenham piedade,
E também lhe dê descanso.
A menina da saudade,
Agora é só um encanto.

O tempo tudo apaga,
E a tudo desapega.
A menina tão falada,
Não passava de sapeca.

Não fazia o que dizia,
Não dizia o que fazia.
Era muita heresia,
Em seu mundo de magia.

Ela partiu,
E não mais voltará.
O seu tempo pueril,
Acabou de acabar.

Triste sina,
Da menina.
Viveu uma vida vazia,
Repleta de hipocrisia.

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