quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Encoberto

Passo,
Príncipe oculto
Encoberto em véus.
Ando
por sombras flutuantes,
E não me vêem.
Nos meus gestos,
Não há nenhum gesto
De nobreza,
Só falsidade
habita neste mundo.
Do trivial,
se faz o vil.
Do normal,
se faz o partiu.
A alma insatisfeita
Busca por onde existir,
Na máscara suspeita da vida
Se assoma o falso,
Indiferente,
a qualquer outro sentimento.
Não me julguem,
Todos somos pecadores
Nas artimanhas e teias
traçadas pelo destino.
Não se julguem,
Porque os véus
São impostos para usarmos
como se fossem burcas
da honestidade plena.
Não me conceituem diferente,
Julgo-me abaixo
de qualquer outro ser.
Encoberto, só passo pela vida.