segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Não me acharás

Não me acharás
Em meus poemas.
Talvez nas entrelinhas encontrarás,
Alguma dor, algum tipo de pena.

Não me sentirás
nas minhas palavras.
Talvez nelas encontraras
Alguma coisa que me trava.

Procura-me na solidão,
Em alguma parte de teu corpo.
Procura-me na escuridão,
Vagando como se fosse corvo.

Na loucura total,
Talvez me veja.
Como se fosse marginal,
Na vida que se almeja.

Procure-me na insanidade,
Procura-me na insensatez.
Encontre-me em um resto de saudade.
Encontra-me na embriaguez.

Em uma ponta de rio,
Em um braço de mar.
Bem no meio do estio,
Ainda estarei por lá.

Nos dias desolados,
Lá também estarei.
Nos labirintos encontrados,
Em um canto eu estarei.

No silencio da noite,
Sob a luz do luar.
Serei lembrança que foi-te
Um dia a encantar.

2 comentários:

Renata disse...

Hiiii...lá vem a escuridão...kkkkk!!!!

Tá sol lá fora, vão bora!

Sonhadora disse...

Meu querido amigo

Em silêncio tenho passado, mas hoje deixo um beijinho.

Sonhadora