terça-feira, 2 de agosto de 2011

A Estrada

Quando vou por minha estrada,
Nem de longe vejo o fim.
É onde deixo minha pegada,
Não tem ninguém além de mim.

Lá são sempre dois caminhos,
Que eu tenho de traçar.
Um, é onde caminho,
O outro, onde quero caminhar.

Ela é feita de poeira,
Que levanta com o vento.
Lá se faz muita asneira,
Lá se fica ao relento.

A lua brilha no chão,
Jogando beleza no que é feio.
Lá tem muito senão,
E uma chuva de anseio.

Este caminho é muito longo,
Muito ainda tenho de caminhar.
Tem muita árvore, muito tronco,
E umas flores também tem por lá.

Nas tardes tão douradas,
Para um pouco para descansar.
Sou só eu e mais nada,
Nesta estrada a caminhar.

As vezes alguém aparece,
Para nesta estrada caminhar.
Mas logo, logo, se entristece,
E busca outra estrada para andar.

Vejo todos irem longe
Meu andar é devagar.
Todo dia um novo horizonte,
Que tenho de desbravar.