Segue o tempo,
passa lento,
como vento.
Um tormento
No lamento de amar.
Segue a vida,
Bem querida,
As vezes muito sofrida.
Maldita e bendita
de se entregar.
Segue o povo,
Caloroso,
Maldoso.
Ardiloso
Pegos no covo prá alimentar.
Brotam rugas,
brotam fora,
brotam sem hora.
Tanto no senhor, quanto na senhora
Com suas marcas a deixar.
E tudo vai passando,
Se arrastando,
Confessando.
Se culpando
Prá tentar regenerar.
Somos só,
Voltaremos ao pó,
Sem pena, sem dó.
E como coió
Iremos deitar.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há 14 horas
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