Um estouro de tubulação,
obras forçadas.
Poeira, barulho e muita chateação,
finalmente terminadas.
Agora cuidar de outro problema.
Exames, riscos, laudos a dar.
Começa novamente o dilema,
do coração examinar.
Para ver no que vai dar
Ou se ainda tem jeito.
Se vamos continuar a levar
Esperando alteração no sujeito.
Vou sumir de novo,
Esperando logo voltar.
Aguardar e manter o fogo
Da vida que ainda há.
Não tem jeito.
Não tem cura.
O bicho que tenho no peito
Necessita de benzedura.
Tenho sempre ao meu lado
Uma força maior.
Meus amigos encantados
Que torcem pelo melhor.
Acima de tudo isto
Uma LUZ sempre a brilhar
É nela que me permito
Continuar meu caminhar.
Desculpas peço agora
Pelos comentários não responder.
Agradeço a toda hora
Eles ajudam no refazer.
Bom, agora vou me deixar
Nas mãos dos médicos ver.
O que se pode arrumar,
O que se pode fazer.
Logo, logo, tô de voltando
Com alma remoçada.
Como criança aprontando,
E correndo em disparada.
P.s.: Tudo continua programado.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há 18 horas
Força, querido amigo!
ResponderExcluirDeus está contigo em todos os momentos!
Beijinhos