sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Rescaldos

Por baixo das cinzas,
O fogo queima.
Queimando ainda,
O que ainda teima.

Queima por dentro,
De forma devagar.
Vai queimando lento,
O que ainda tem para queimar.

Que a chuva venha,
Este fogo apagar.

Mesmo que ainda tenha,
Algo mais a queimar.

E o fogo segue queimando,
Queimando o que ainda resta.
O fogo segue apagando,
O que um dia foi festa.

O fogo renova,
O que não mais tem vida.
O fogo só prova,
A prova da vida perdida.

Um comentário:

brisonmattos disse...

Não concordo com a última estrofe.Não existe vida perdida...existe vida vivida...e que eu saiba, o fogo não renova nada, apenas muda a composição.Tenha um bom dia com inspiração.