sábado, 8 de dezembro de 2012

Raridades

Saudades da cortina branca,
Que voava sem parar.
Do sorriso de criança,
Que nos fazia encantar.

Do passeio em um antiquario,
De um almoço na lagoa.
De um tempo de comentários,
De nos verem numa boa.

Das viagens prá lá e prá cá,
Corridas, quando desse.
Do momento de se entregar,
Em que a alma esmorece.

Das comidas rapidinhas,
Improvisadas, como der.
De te ter como rainha,
E em meu reino ser mulher.

 Do corre, corre, para logo ter,
o momento de abraçar.
Escondido, para se ver,
Nossos olhos a brilhar.

Raridades que se fez partir,
Levando junto sentimentos.
De que adianta discutir,
Ou viver destes momentos.

As lembranças estão cravadas
Marcadas a ferro e fogo.
Com o sangue foram gravadas
Já que o tempo foi muito pouco.

Um comentário:

Renata Boechat disse...

Talvez esta Rainha(assim você o diz), também deve ter saudades...Talvez...