sábado, 17 de dezembro de 2011

Chuva

Não quero mais escrever,
Vou me aposentar.
Não deixar meus dedos dizer,
O tanto que se tem de falar.

Os olhos não vêem prazer,
Nas letras arrumar.
De forma que se possa ver,
O sentido do gostar.

Em uma noite de chuva,
Não houve novo raiar.
O que caia como luva,
Acabou de acabar.

Se foi o prazer,
De colocar no papel
Palavras para se ler,
Em um calor de aluguel.

A chuva vai lavando,
Limpando o que sobrou.
No caminho vai levando,
Perdoando o que não perdoou.

3 comentários:

Majoli disse...

Older, pouco venho, mas sempre que estou aqui, amo o que leio.
Você escreve com alma e coração.
Consegue fazer a gente ir junto contigo na emoção.
Triste seus versos, mas ao mesmo tempo de uma beleza ímpar.
Desde já te desejo um Natal de muita paz, saúde e alegria.
Que o Menino Jesus renasça em teu coração.
Beijos meu querido.

valquiria oliveira calado disse...

Olá meu querido. Eu amo chuva, depois dela o sol tem mais sentido e luz, parece que a natureza regozija... e brota novas flores.

Interaja...Lindo o que escreves, eu babo por cá. Meu abraço apertado, espero ter tempo de vir cá antes do natal, meu blog está quase sozinho, mas tudo de muito bom pra ti, de todo coração.Ficarei por cá mais um tempinho escutando essas musicas lindas e te lendo, o que me dá imenso prazer. bjinhos.

Tatiana Moreira disse...

Assim vamos sobrevivendo as nossas vivências e emoções!
Seguindo...Perdoando...E preparando para reconstruir!
Um abraço carinhoso