sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Nada

Nada mais sou
do que uma sombra pálida
a vagar pelos cantos,
com minhas tristezas.
Nada mais sou
que um pária
que anda por mundos estranhos
de outras pessoas,
por um mundo que não é meu.
Nada mais que nada,
só nada, assim o sou.
Sou nada e nada sou.
Só em tua presença
Poderei ser, um breve ser,
uma breve esperança,
uma breve vida.
Sentirei saudades
dos lugares
que nunca estivemos.
Sentirei saudades
de você.
Sentirei por não poder
mais te sentir.
És, em mim,
como o céu
em um pôr-do-sol.
Tens várias cores.
Possui um azul calmo,
que me atrai.
Tens tonalidades quentes
de laranja-avermelhado,
que me aquecem
e também o negro da noite
te acompanha ,
que também me fascina,
que me encanta,
e que me faz temer.

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