quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Sem espinhos







Eu não tinha este coração magro,
Abatido, destruído, destroçado.
Eu não tinha na boca este gosto amargo,
E nem no peito este circo aramado.


Eu não era sem forças nas mãos,
e tinha estes olhos tristes.
Eu não tinha no peito o não,
e nem  a dor que resiste.

Quando eu via a mudança,
já não tinha mais tempo.
Se foi a esperança,
e ficou o lamento.

Agora fico sozinho,
o mundo olhando.
Uma flor sem espinho,
e eu me acabando.

2 comentários:

brisonmattos disse...

às vezes também me sinto meio ASSIM, A DIFERENÇA É QUE VC FAZ ISSO COM POESIA.

Maria Rodrigues disse...

Quanta dor e tristeza neste nostálgico e belo poema.
Um abraço
Maria