terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Não me culpes

Não me culpes por amar a vida,
Que logo irá apagar
Esta chama breve e tão querida,
Irá só uma lembrança deixar.

Não me culpes por falhar as vezes,
Por falar o que não devia.
Por brigar com as paredes,
por sentir o que não sentias.

Não me culpes pela lástima sentida,
Pela censura sofrida.
Pela lágrima caída,
Pela morte não morrida.

Não me culpes pelo silêncio obtido
Também assim não gostaria,
Mas quando perco o sentido
Me sinto pulga em pradaria.

Não me culpes!
Não tenho com o que culpar.
Só me desculpes
Por não poder te encontrar.

Não me culpes por sumir assim,
Falta coragem prá dizer.
Que tudo na vida tem um fim
Até a hora de viver.
(ou de sofrer)

2 comentários:

Ava disse...

Oi, Older!

Vejo que continuas a deixar que as emoções encharquem tuas palavras...

Bom ver que podemos deixar o coração a larga, assim transformar dor em poesias... e tudo o mais que rimar com amor...


Beijos e saudades

brisonmattos disse...

não me culpes por dizer um phoda-se aos homens de muitas palavras e poucas atitudes.