segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A Noite

É a noite quando me deito,
Que teu nome vem.
E assim me deixo,
Vivendo do que não se tem.

Como se vida ainda tivesse,
A vã esperança teimosa.
Tudo a volta escurece,
Colocando medo a prova.

Se maio ainda fosse,
E tocasse uma banda juvenil.
A memória foi que trouxe,
A quem um dia partiu.

Da hesitação fez-se a certeza,
No silencio tudo aconteceu.
Somente do encontro a beleza,
Não havia nem você e nem eu.


Foram beijos roucos,
Tantos gritos calados.
Tanto tempo pouco,
De se estar ao lado.

Está guardado na memória,
Como lembrança florida.
Como parte da história,
De minha história de vida.

Teu nome gravado em pedra,
Nunca mais se esquece.
É a lembrança que se herda,
Quando o corpo desaparece.

2 comentários:

Sonhadora (RosaMaria) disse...

Meu amigo

É na noite que todos os nossos fantasmas nos visitam e as recordações magoam mais.


Um beijinho com carinho
Sonhadora

Anônimo disse...

de caquinhos e retalhos de sentimentos, andamos fazendo uma linda colcha para estampar a vida. Assim, eu não reclamo dela não. Bela poesia.