Tua voz
suavemente embala,
tudo aquilo que há em nós.
E a volta se cala.
Levemente me beija,
Como uma caricia.
E tudo a volta deseja,
Um pouco mais de malicia.
O meu momento de anseio,
Cessa por um instante.
Com o arfar de um seio
E um calor abrasante.
Nada mais escuto.
Nada mais me fala.
Deixo de ser impoluto,
Só o meu corpo agora fala.
Deixo o coração explodir,
Em milhares de fragmentos.
Passa a não mais existir,
O mais relés pensamento.
Tudo fica leve,
Paira tudo no ar.
Não há quem não revele
O que acabou de acabar.
Na explosão infinda,
O coração vai parar.
Nada é tão linda,
Quanto você a arfar.
Alma Perdida - Poema de Florbela Espanca
Há um dia
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