quarta-feira, 9 de março de 2011

Tecendo

Lembranças que caem ,
retalhos de uma dor.
Memórias que não saem,
Resquícios de um amor.

A chuva bate no rosto,
retirando toda pintura.
O fel me tira da boca,
O gosto da boca tua.

A verdade bate no peito,
De uma forma nua e crua.
E o sonho que era deleite,
Não resistiu a rasgadura.

Rompe pranto.
Rompe harmonia.
O que era desespero,
Virou fantasia

A armadura é rompida,
Sem importar a quem fere.
Passou-se de uma mentira,
A uma outra que segue.

Por caminhos tortos,
Ando, ando, sem parar.
Já nem mais me importo,
O que terei de suportar.

Cada emoção sentida,
É mais uma a guardar.
O que fazer desta vida?
Que já quer se expirar.

Juntar frangalhos,
Uma colcha tecer.
Emendar retalhos,
Para me aquecer.

Um comentário:

Nosalai disse...

Aqui ... aqui sim é assim que me sinto amigo. Sempre encontro nos teus poemas a descrição de meus momentos... Bingo Older isso dói um bocado!

Beijos amigo