domingo, 13 de março de 2011

Extinção

Ao existir a saudade,
Existiu um tipo de amor.
Pode ser um de puberdade,
Ou então um que te abalou.

As lembranças vão e vem,
Te levando a outros caminhos.
Uma lágrima as vezes contem
A saudade de um carinho.

O tempo passa,
A idade avança.
No peito arregaça
A caixa de dissonância.

Bate descompassado,
Um coração já cansado.
Vencido pelo tempo passado,
Bate lento, desordenado.

Procura um abrigo.
Procura um canto.
Onde possa ser protegido,
Do prazer do desencanto.

Quieto,
morre calado.
Cada vez mais perto,
De não ser mais lembrado.

Amordaçado pela razão,
Amputado pela coerência.
Desfaz lento um coração,
Implorando indulgência.

Mas prá ele não há perdão,
Para ele não há sentimento.
Arcará com exatidão
Por conter um sentimento.

Sofrer...
Sangrar...
Morrer....
Descansar...


"Todo tempo derramado
não foi um tempo em vão.
Todo tempo dedicado,
o foi por uma razão."

Um comentário:

Jorgeti disse...

Lindo demais...principalmente a última parte dos versos. Parabéns!