sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Estranhos

Cruzamos nossos caminhos,
e eu te saudei.
Você, como passarinho,
Bateu asas, eu chorei.

Fui colher uma rosa,
E me machuquei em seu espinho.
Você toda amorosa,
Veio fazer-me um carinho.

A noite já ia alta,
Quando adormeci de mansinho.
Você, muito peralta,
Se foi, me deixando sozinho.

O dia já raiava,
Quando despertei do momento.
Você já se chegava,
Procurando um pouco de alento.

Bebemos do mesmo vinho.
Comemos da mesma carne.
Cada qual no seu caminho.
Cada qual com sua parte.

Assim, juntos e separados,
Tentamos nos levar.
Tem horas de muitos agrados
E outras de muito brigar.

Como dois estranhos,
Podem assim viver?
É muito lanho,
Na pele de qualquer ser.

Mas somos teimosos,
Queremos nos lanhar.
È o mal dos esperançosos,
Sonhar só por sonhar.

Um comentário:

Renata Boechat disse...

Bom dia, e lá vamos nós, pois mais uma manhã bate na porta...preguiça, mas haveremos todos de vencer!