sábado, 1 de outubro de 2011

Quem Dera...

Quem dera fosse fogo,
Aquilo tudo imaginado.
Quem dera fosse pouco,
O tanto derramado.

Quem dera fosse verdade,
Tudo aquilo que foi sonhado.
Quem dera fosse só saudade,
O que se tem no peito guardado.

Quem dera fosse mentira,
Que tivesses ido embora.
Quem dera ainda fosses cativa,
Em meu peito, aqui, agora.

Quem dera não tivesse solidão
E vivesses em meu mundo encantado.
Quem dera toda escuridão,
Tu já tivesses iluminado.

Quem dera toda brandura,
Da tua pele tocada.
Quem dera toda formosura,
De te ver ali, deitada.

Quem dera a ilusão,
Tivesse continuado.
Quem dera o coração
não fosse o único sacrificado.

Quem dera houvesse tido,
A oportunidade das palavras.
Quem dera tivesses visto,
Nossas almas entrelaçadas.

Quem dera um dia na vida,
Tivesse outra oportunidade.
Quem dera tivesse, querida,
O teu tempo e tua idade.

Um comentário:

Renata Boechat disse...

Quem dera isso tudo e mais um pouco!